Petroleiros prometem fazer greve se Petrobras for à venda

  • BRASIL -
  • 13/05/2022
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O coordenador-geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Deyvid Bacelar, disse hoje que, se o presidente Jair Bolsonaro (PL) ousar "pautar a privatização da Petrobras, enfrentará "a maior greve da história da categoria petroleira". "Este novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, diz que vai estudar a privatização da Petrobras e do pré-sal, como se privatização fosse solução para baixar o preço dos combustíveis, mas sabemos que não é", disse o líder dos petroleiros no Twitter.


 


A declaração de Sachsida foi proferida na última quarta-feira (11), na primeira fala dele em posse do cargo. "Como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à preposição das alterações legislativas necessárias à desestatização da Petrobras", afirmou. Sachsida declarou ainda ter a privatização como "um norte muito simples". "Deixo claro que essa meta, esse objetivo e esse norte foram expressamente apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro", declarou ainda. Bacelar, porém, protestou. "Vale lembrar ao Bolsonaro, ao novo ministro e ao novo presidente da Petrobras (José Mauro Ferreira Coelho, que tomou posse em abril) que a categoria petroleira aprovou estado de greve no final de 2021, caso o governo ouse pautar [a privatização]", disse.


 


Falas de Bolsonaro


 


Em outubro do ano passado, Bolsonaro chegou a dizer que a privatização da Petrobras havia entrado "no radar" do governo, retomando declaração proferida dias antes, quando afirmou que tinha "vontade" de vender a estatal. Já em março deste ano, Bolsonaro prometeu reservadamente a Adriano Pires, indicado por ele para comandar a estatal — o que não se concretizou —, trabalhar pela privatização da Petrobras. Na conversa, o presidente disse que a empresa lhe dava "muito dor de cabeça". Os recentes sinais dados por Bolsonaro no sentido de privatizar a estatal foram proferidos em momentos em que a petroleira havia recém-aumentado os preços dos combustíveis vendidos  nas refinarias.


 


Quando Bolsonaro disse ter "vontade" de vender a estatal, havia poucos dias desde que a Petrobras tinha aumentado o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras, para R$ 2,98 por litro.


 


E quando o presidente conversou com o Pires, o economista estava cotado para substituir o chefe anterior da estatal, demitido por Bolsonaro dias depois de a empresa passar a vender a gasolina por R$ 3,86 por litro para as distribuidoras, após novo reajuste.


 


Fonte: Uol Economia 



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